Templo da Poesia - O Amor não Morre

"If you don't know me by now" - Simply Red

 



É como nuvem que se renova após a estia,
é como flores que retornam com a primavera.

Ao assistirmos o agonizar de um "grande amor",
independente da razão que o provocou,
somos inclinados a aceitar que nossa felicidade
também feneceu com ele e que nada
mais significa estar vivendo.

Tolos, nós somos!
Tolos e imaturos, por pensarmos assim!

Não foi o amor quem morreu,
o amor não morre.

Morreu uma razão de amar, apenas.
Assim como morre um cravo,
assim como uma nuvem condensada se
transforma em chuva e se desfaz.

Porém, essa mesma chuva que caiu se
transmudará em nuvem, um dia,
e a queda de um cravo não elimina
a raiz que o gerou.

Nosso coração é como um sol.

Com seu calor nós podemos secar
as lágrimas, suavemente,
em lenta evaporação,
compondo uma nova nuvem
em nosso céu interior.

Nosso coração é também o solo onde
nossa sensibilidade aprofunda raízes
em busca de seiva para novas flores.

Porque chorar, então? Não há razão!

Bom terreno, é o terreno úmido que
facilita o trabalho do sol na
formação de novas nuvens.

Sem chuvas não há colheitas...
e a queda da flor é razão de força
para o botão que irá desabrochar.

O amor não morre.

Crer na morte do amor
é crer na morte da vida
e a vida é imperecível.

O amor é o vôo de fênix
no céu interior de cada um de nós.

É renascença, é eternidade.

Lembre-se de seu primeiro amor
Lembre-se de todos os amores que você
viveu até que essas últimas lágrimas
fluíssem de seus olhos.

Lembre-se da importância que
tiveram em cada fase de sua vida.

Lembre-se, antes dele vieram muitos.
Lembre-se, que muitos virão depois...
amanhã...
hoje mesmo,
talvez.

Mas jamais esqueça que você é o Amor!

*texto retirado da internet*



 

 

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